Vasco Ribeiro
1976
* * *
No meu país
passeia-se lado a lado,
entre a vida e a morte,
de braço dado,
na corda do tempo... que cansa...
Sobramos de nós
Envoltos uns nos outros;
Amando irremediàvelmente
o que resta de nós próprios.
No meu país
passeia-se lado a lado,
entre a vida e a morte,
de braço dado,
na corda do tempo... que cansa...
Aprendemos a solidão.
Esse bloco amarrotado
de bolso de camisa de guarda fiscal.
Desabotoamo-nos lentamente
com uma confiança estranha
e uma paz inevitàvel;
Como se deixássemos a camisa de xadrez na praia
para nos fazermos ao mar.
No meu país
passeia-se lado a lado,
entre a vida e a morte,
de braço dado,
na corda do tempo... que cansa...
No meu país
hà todos os dias,
às seis da tarde,
um autocarro que não passa,
um homem que não chora
e uma mulher que não dança...
Hà em cada cinzeiro
um cigarro mordido e amachucado
por um sonho
que se não viveu;
A mulher que se espera,
a outra que passa
ou aquela que se perdeu...
Mas...
No meu país
hà todos os dias,
às seis da manhã,
um sol que renova,
uma janela que se abre
E uma confiança...
Que passeia lado a lado,
entre a vida e a morte,
de braço dado,
na corda do tempo... que cansa...
passeia-se lado a lado,
entre a vida e a morte,
de braço dado,
na corda do tempo... que cansa...
Sobramos de nós
Envoltos uns nos outros;
Amando irremediàvelmente
o que resta de nós próprios.
No meu país
passeia-se lado a lado,
entre a vida e a morte,
de braço dado,
na corda do tempo... que cansa...
Aprendemos a solidão.
Esse bloco amarrotado
de bolso de camisa de guarda fiscal.
Desabotoamo-nos lentamente
com uma confiança estranha
e uma paz inevitàvel;
Como se deixássemos a camisa de xadrez na praia
para nos fazermos ao mar.
No meu país
passeia-se lado a lado,
entre a vida e a morte,
de braço dado,
na corda do tempo... que cansa...
No meu país
hà todos os dias,
às seis da tarde,
um autocarro que não passa,
um homem que não chora
e uma mulher que não dança...
Hà em cada cinzeiro
um cigarro mordido e amachucado
por um sonho
que se não viveu;
A mulher que se espera,
a outra que passa
ou aquela que se perdeu...
Mas...
No meu país
hà todos os dias,
às seis da manhã,
um sol que renova,
uma janela que se abre
E uma confiança...
Que passeia lado a lado,
entre a vida e a morte,
de braço dado,
na corda do tempo... que cansa...

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